terça-feira, 31 de março de 2009

Paisagem de chuva


Em cada pingo de chuva a minha vida falhada chora na natureza. Há qualquer coisa do meu desassossego no gota a gota, na bátega a bátega com que a tristeza do dia se destorna inutilmente por sobre a terra.
Chove tanto, tanto. A minha alma é húmida de ouvi-lo. Tanto... A minha carne é líquida e aquosa em torno à minha sensação dela.
Um frio desasossegado põe mãos gélidas em torno ao meu pobre coração. As horas cinzentas alongam-se, emplaniciam-se no tempo; os momentos arrastam-se.
Como chove!


Fernando Pessoa, Livro do Desassossego

segunda-feira, 30 de março de 2009

Minha primeira semana com a raquete elétrica

Ao contrário do que escrevi em outra postagem, domingo retrasado eu não fui à Praça da República apenas para devassar os cofres públicos.
Como já fora anunciado anteriormente, aproveitei o passeio para comprar minha primeira raquete elétrica, aquisição que vinha sendo adiada há semanas.
Quinze reais... oito horas de carga antes do primeiro uso... Ansioso, foi difícil esperar!
Desconectei a arma da tomada e imediatamente parti para o ataque. Que prazer!!! No começo, ainda me assustei com a centelha provocada pela descarga elétrica atravessando o corpo dessas criaturinhas repugnantes. Mas bastaram alguns estalos, e me acostumei, aprimorando a coordenação motora necessária para pressionar o botãozinho no instante fatídico do golpe de misericórdia. (aliás, golpe de misericórdia não, pois constatei posteriormente que muitas dessas odiosas sanguessugas aladas são tão ruins que o choque não é suficiente para matá-las... elas apenas desmaiam, e às vezes até saem voando, risonhas, escarnecendo o malogro de seu algoz)
Parece que elas perceberam o poder de destruição de meu novo artefato... Sumiram todas, e quando apareciam, concentravam-se estratégica e covardemente, como sequestradores que usam o refém como escudo, nas imediações de minhas orelhas, de minhas mãos...
Mas elas não contavam com minha paciência e disciplina orientais. Cheguei a escancarar as portas e janelas de casa, só para atrair as vítimas à minha tocaia.
Durante dias, amontoei os corpos insepultos sobre uma mesa. Porém, qual não foi minha surpresa ao me descobrir alvo de rapinagem por parte de formigas... Só deixaram as patas... Não esmoreci, e retomei a caçada, agora com mais voracidade e desejo de vingança. Calejado pela primeira experiência, passei a armazenar os cadáveres em um frasco de maionese usado, convertido em urna funerária.
Foi assim que, ao fim de uma semana, produzi a cena abaixo, inspirada nas apreensões da Polícia Federal.
Espero que tenham entendido quem é que manda no pedaço!!!


PS.:
a) A raquete já me proporcionou um prazer tão quase-orgástico, que não precisarei da geringonça sugerida pelo Carlos Barretto, no Flanar.
b) Apesar de eu ter seguido as instruções do vendedor e da embalagem, dando oito horas de carga antes do primeiro uso, as recargas subsequentes não têm tido a mesma intensidade. Mato uns poucos carapanãs e a bicha já descarrega. Isso aconteceu com mais alguém? Ou será que fui eu que não tive sorte?

sexta-feira, 27 de março de 2009

E que recepção!

Foto tirada num hotel em Tailândia.
Publicada originalmente no Pensando Bem, do amigo Alex Lacerda.


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quinta-feira, 26 de março de 2009

Obra estruturante prioritária

Na minha humilde opinião, existe uma obra estruturante mais urgente do que a que está sendo proposta.

"COBERTURA BASCULANTE PARA A PRAÇA DA REPÚBLICA"
Além de promover o turismo e incentivar o comércio, contribuiria para controlar a disseminação de gripes, viroses, micoses, pano-branco, impingem e outras piras em geral.

Vamos ver quem sai primeiro: ela, a ponte Outeiro-Mosqueiro, a passarela do Castanheira, ou a nova Estrada Nova?





quarta-feira, 25 de março de 2009

Praça de Alimentação "lá de baixo"...

... como dizia a avó do Intimorato

Esse é o legítimo. É importante que se divulgue, pois, antes de minha mudança para cá, o açaí que eu conhecia era cor-de-rosa, de tão diluído, e vinha acompanhado de banana, granola e outros penduricalhos


Passado de mulher e cozinha de restaurante: se conhecer demais, acaba não comendo

segunda-feira, 23 de março de 2009

Por uma Belém sem fios

Estou cansado de executar contorcionismos fotográficos a fim de encontrar um enquadramento que me livre dos horríveis fios a obstruir os melhores ângulos de nossas vias e prédios históricos. Travessias arriscadas; escaladas em bancos e canteiros públicos e no próprio carro; abuso do zoom da câmera... já fiz de tudo um pouco para conseguir boas imagens, e o fato é que pouquíssimas prestaram.

Sei que o Photoshop dispõe de recursos que me ajudariam a amenizar esse problema (como se pode ver nessa e nessa postagem do Carlos Barretto, no Flanar).
Mas, sei lá... Pode ser sintoma de velhice, pode ser ignorância ou preguiça de aprender coisas novas... a verdade é que sou meio antiquado nesse aspecto. Sou contra a maquiagem de fotos no computador. O máximo que sei fazer, além de colocar os meus créditos no cantinho, é mexer no contraste e no brilho, bem como recortar pedaços indesejáveis das imagens.

Diante desses motivos, e dos "argumentos" apresentados a seguir, lanço a campanha "Por uma Belém sem fios", cujo objetivo é facilitar a vida dos fotógrafos que querem apenas registrar e divulgar nossas belas paisagens urbanas.





domingo, 22 de março de 2009

Devassando os cofres públicos

Se alguém me observou belenambulando hoje de manhã na Praça da República, provavelmente se perguntou: "quem é esse pervertido que só faz olhar e fotografar bundas?"
Pois é... hoje fui com um objetivo definido. Não fui nem comprar, nem passear. Fui apenas garimpar cofres públicos (ou miaeiros, como se diz em Pernambuco... miaeiro é corruptela de mealheiro, local onde se guardam mealhas... mealha, por sua vez, é corruptela de medalha, sinônimo de moeda antigamente).
Não foi tão fácil quanto eu esperava. O pessoal está mais preocupado com a proteção do patrimônio, até mesmo a galera do skate. Ainda assim, rendeu uma boa coletânea.

As três primeiras imagens foram coletadas durante a semana, em locais diversos, quando a ideia surgiu. Mas a Praça em dia de domingo é um prato cheio!

Na praça de alimentação do Shopping Castanheira
Na Braz de Aguiar
No Ver-O-Peso
Todas as demais foram na Praça da República







sexta-feira, 20 de março de 2009

Os donos da rua

Bonita demonstração de incentivo à educação.
Vias interditadas para que os pais possam esperar seus filhos na saída do colégio, com tranquilidade, no meio da rua.
As futuras gerações, num gesto de gratidão, certamente nos retribuirão com tratamento semelhante. Afinal, a melhor escola é o exemplo dos mais velhos.





Certamente havia algum gualda da CTBel escondido por aí, monitorando tudo. Eles são ninjas!

Mais historiadores da Marambaîa

A postagem do último dia 16 - em que contei um pouco da história da Marambaia, através das vivências de Seu Mário - tem provocado momentos de pura nostalgia em dois visitantes ilustres deste blog.
O Yúdice Andrade, por meio de seu Arbítrio, lançou um projeto de resgate da memória deste glorioso bairro, "mesmo sem qualquer previsão de prazo, já que esse diletantismo terá que ficar para as réstias de tempo que tiver, sem qualquer prioridade". Além disso, revirando seus arquivos mentais, ressuscitou o caso das pedras misteriosas que caíam nas casas.
O Intimorato Frederico Guerreiro, "apertou os dedos no teclado como quem descarrega um fuzil AR-15" em dois comentários enriquecedores e esclarecedores, impregnados de reminiscências pessoais, nos quais são levantados mais aspectos históricos deste "bairro de personalidade", como declarou o Flanar Scylla Lage Neto.
Todos esses retalhos histórico-literários não mereciam ficar relegados a uma reles caixa de comentários. Por isso, foram convertidos nesta postagem, exatamente como foram escritos por seus autores.
Esperamos receber mais contribuições, no sentido de construir esse mosaico, a várias mãos, e assim deixar para as futuras gerações um registro da história da Marambaia, através do relato de pessoas que a testemunharam. (Um dia este blog vai ser importante... eu sei!)
Sem pressa... Sem pressões... Por pura curtição!

Mano, vai ser difícil. Mas posso tentar conversar com uma ou outra pessoa. Minha família foi uma das primeiras a se mudar para o Médici, em 1971, mas confesso que jamais perguntei sobre a vida, na época. Do passado do bairro só conheço, um pouco, sobre o caso das pedras misteriosas que caíam nas casas, no entorno do Bosquinho.
Taí, eu topo estudar a história do Marambaia, como legítimo morador que sou. Acho que podemos contar também com o Fred Guerreiro, se ele tiver tempo.
(Yúdice Andrade)

Yúdice, a história das pedras nos telhados foram em frente ao cemitério (não no bosquinho), lá pelo final dos anos setenta. Tudo não passou de um doente mental que jogava pedras com uma baladeira do cemitério, para chamar a atenção. Descobriu-se depois que ele morava na casa apedrejada e queria promover um sensacionalismo para a família ficar famosa na nascente TV Liberal. Foi o que se falou na época.
Pelo que ouvi da minha avó, o Conjunto Médici I teve sua construção concluída em 1972, pelo menos é o que consta no contrato de compra e venda com a Socilar, que, posteriormente, teve os créditos comprados pela CEF. Compramos duas casas por aqui. Uma é a que eu moro.
O nome do conjunto foi dado em homenagem que dispensa aos senhores apresentação. Realmente, como bem disse o texto do Belenâmbulo, aqui era como se fosse um interior, justamente pela distância e falta de infraestrutura de transporte e comércio. A feira era tudo que havia. O final da linha do lotação a que se referiu o Belenâmbulo ficava realmente no cruzamento da Rua da Mata com a Santarém, naquela época só lama e mato, pois o Médici II ainda estava em construção.
Lembro-me ainda da construção do Colégio Integrado, onde cheguei a tomar banho na caixa d'água de concreto, próximo de onde é hoje a Escola Eleonora. O exército costumava fazer operações pelo conjunto, pousavam inclusive helicópteros na Rua Santarém. Adorávamos ficar olhando. Eu era criança na época, mas aos poucos, entre idas e vindas do Rio de Janeiro e de Batista Campos, onde moramos a maior parte do tempo na época (hoje é maior o tempo que estamos aqui), fui conhecendo o bairro.
A história do igarapé (São Joaquim) é verdade. Íamos a pé por dentro das matas da marinha. Porém, pouco tempo depois foi fechado o acesso e passamos a ir ao igarapé por um caminho no final da Rua da Marinha, lá no fim do Médici II. Áquela época, a água era limpíssima, inclusive pegávamos peixes ornamentais por lá, usando mosquiteiros. Certa vez eu e meu primo fomos até embaixo da ponte da Marinha, por dentro do igarapé, pegando peixinhos, e tivemos de nos esconder quando uma sentinela passou. Ficamos quietinhos para não sermos vistos e acabarmos lavando os alojamentos do quartel, como já havia acontecido com alguns colegas da rua (lembrem-se: era regime militar). Minutos depois de o guarda sumir na estradinha, nossos corpos estavam com algumas sanguessugas pregadas. Ficamos apavorados. Corremos para casa e minha tia retirou as sanguessugas com sal.
Já em relação à entrada da Marinha, havia também o final da linha do Tavares Bastos. Ainda não havia Rua da Marinha para o lado direito de quem vem da Rodolfo Chermont (àquela época ainda Av. Tavares Bastos). Era só mato e lama.
No mais, ouvi dizer que Marambaia, na língua tupi, significa esconderijo cercado de água, talvez pela quantidade de igarapés que havia por aqui há muitos anos, pela dificuldade de acesso quando a região começou a ser ocupada.
Enfim, há muitas histórias para contar. À medida em que for me lembrando delas, eu conto.
No mais, 40 anos é um pouco exagerado. Acho que não havia era nada por aqui.
Ah, o s. Mário pode ser simpático. Mas não deve ser muito saudável comer aquele lanche rechado de poeira que os carros levantam naquela esquina, bem na parada do ônibus. Se sentir uma sensação de estar comendo terra, é isso, tá explicado, não se espante, não corra, não mate, não morra.
Afinal, como dizem, se o que não mata engorda...
Abraço a todos
(Frederico Guerreiro)

Alguém aí lembra do japonês dos peixinhos?
Ali onde estão sendo construídas duas torres da Arteplan (?) ficava o japonês que, com sua família, vendia peixes ornamentais. Tinha de todo tipo. Até poraquê e piranha. Bem ao lado, onde hoje é um canal de esgoto, ficava um igarapé que abastecia de água e peixes os tanques naturais do japonês. Na época, havia apenas uma ponte pequena de madeira, logo depois foi construída uma de concreto, por volta de 1975, quando já habitado o conjunto Mécici. Sequer havia a caixa d'água da COSANPA (hoje desativadas as duas). Quando caía um daqueles temporais, pegávamos nossas bicicletas e corríamos para lá para pegar os peixinhos que fugiam por causa do transbordamento dos tanques do japonês.
Pois bem. E o que nos trouxe o tal desenvolvimento? O que era um igarapé, que deveria ter sido preservado para, em meus sonhos, transformar Belém em uma Veneza amazônica, se transformou em um valão de esgoto a céu aberto. Ali onde está a COSANPA era um pequeno bosquinho onde podíamos nos deliciar com árvores das mais variadas frutas, entre elas mangueiras, jambeiros e jaqueiras, estas as quais sequer se vê mais pela cidade. Pelaram de verde a nossa Belém. Desvirtuando um pouco do assunto, um exemplo é a minha casa, a única do quarteirão que tem uma mangueira, um limoeiro, uma aceroleira e uma caramboleira no quintal. Os açaizeiros tive de cortar no final do mês janeiro, pois, embora me dessem o sabor de colher minha própria sobremesa do almoço de domingo, ameaçava desabar de tão alto, em cima dos telhados meu e de meu vizinho.
A Marambaia ainda é um bom bairro para se morrar. Foi esquecido durante décadas por governos incompetentes, que somente poucos anos atrás nos aquinhoaram com asfalto, o maior anseio de quem vive por aqui e já estava cansado de sujar a bainha da calça toda vez que chovia. Era muita lama.
O transporte público ainda é o mesmo (ruim), apesar do crescimento exponencial da população do bairro. Hoje, ainda não temos bons restaurantes ou agencia bancária. Porém, já podemos dizer que somos "gente boa".
Enfim, guardo boas lembranças de minha tenra idade vivida no bairro. As histórias são muitas. Delas me lembro só de olhar o meu aquário vazio, encostado no meio do monte de tralhas que acumulamos na vida. Mas isso é outra história que contarei, se conseguir terminar o ensaio que venho escrevendo sobre "O Efeito Retardado" (efeito que vida de dificuldades causa em um jovem inconsequente). Por isso retardado, coisa que espero deixar de ser algum dia.
Quem sabe um dia termino de contar a minha e outras histórias?

Alguém aí se lembra da Palhoça, aquela casa da luz vermelha que ficava onde é a madeireira em frente à Yamada?
(Frederico Guerreiro)

quinta-feira, 19 de março de 2009

terça-feira, 17 de março de 2009

Detesto ter a mesma ideia que todo mundo

Não sei por que ainda insisto em ir ao shopping num sábado à tarde.


Por outro lado, quando eu acerto o horário... que beleza!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Seu Mário: historiador da Marambaîa


Desde que me mudei para a Marambaia, faço lanches eventuais na carrocinha de Seu Mário, na esquina da Rodolfo Chermont com a rua que dá acesso ao Conjunto Euclides Figueiredo, bem em frente à entrada principal da praça Dom Alberto Ramos. Apesar de permanecer pouco tempo por lá, entre pedir, esperar, comer e pagar, não pude deixar de perceber a popularidade desse simpático senhor sexagenário, de gestos lentos e fala enrolada. De cada dez pessoas que passam - a pé, de carro, de bicicleta, de moto... - onze o cumprimentam: "Seu Mário!", numa saudação despretensiosa jogada ao espaço, que geralmente nem espera retorno. "Fale, meu amigo!", é a resposta de sempre, com a sua peculiar voz fanhosa.
Na verdade, nunca conversei muito com ele. Entretanto, no último sábado, enquanto aguardava o preparo de meu sanduíche light, tive a oportunidade de ouvir um relato instigante, provocado por uma cliente que chegara antes de mim. A moça foi embora, mas pedi que ele continuasse com a história.

Seu Mário mora no bairro há 40 anos. (Quarenta anos?... Meu filho chegou com dois anos... agora tem quarenta e dois... É... Faz quarenta anos que moro aqui...) Naquela época, viver na Marambaia era o mesmo que viver no interior. O transporte para Belém era feito através de lotações, cujo terminal ficava no canto da Rua da Mata. Para chegar lá, só caminhando mesmo.
Uma boa opção de lazer para os habitantes das imediações era ir ao igarapé situado dentro da área da Marinha, onde hoje o acesso é restrito. Nos fins de semana, vinha gente da cidade para fazer piquenique, tomar banho, lavar carros... Era um animado balneário! Inicialmente, colocaram duas tábuas de madeira para os veículos atravessarem o curso d'água. Depois, substituíram-nas por chapas de ferro. (A gente ia andando a pé aí por dentro, e varava no Bengui... Hoje não pode mais...)
Vinte e cinco anos atrás, após a perda do emprego em uma lanchonete, e o empreendimento frustrado de uma mercearia em sua residência, nosso historiador montou sua primeira carrocinha, e ocupou seu território, de onde não mais saiu. As duas primeiras eram feitas de compensado, e duraram pouco mais de dez anos cada uma. A terceira, e atual, foi construída em aço inox, e "fica comigo até o dia em que eu for embora". Não existia nem Médici I, nem Médici II. O Mendara I é que estava começando. A praça Dom Alberto Ramos era um bosquinho, com árvores frondosas e trilhas por onde passavam os pedestres. Lá dentro, havia um barzinho, no qual se organizavam festas. Na Rodolfo Chermont, apenas três ou quatro casas... todas de radiotelegrafistas dos Correios, cuja função era enviar mensagens para navios, para o exterior... a partir da "sintonia", que funcionava onde hoje é o Conjunto Euclides Figueiredo. Havia antenas altas, que foram retiradas quando o serviço foi desativado no local.
A área do Palco Mix era ocupada pela Estância Tavares Bastos, um bem sucedido comércio de materiais de construção. Todavia, após a morte de seu fundador, o negócio desandou durante a gestão de um de seus filhos, que terminou por se desfazer do imóvel. Uns dizem que se envolveu com jogo... outros, com drogas... Mas nem todos eram maus administradores. A Estância Moju é de outro dos filhos, que soube dar continuidade à vocação de seu pai.
A Rodolfo Chermont era uma rua baixa, pavimentada com asfalto de qualidade precária. (Asfalto bom mesmo só veio com Edmilson...) O restante da Marambaia era um grande lamaçal.
A concorrência era pouca. Atualmente, o que mais se vê ao longo da avenida são barracas de lanches.
Todo santo dia, Seu Mário transporta sua carrocinha, da residência ao local de trabalho, auxiliado por seus netos. Lá permanece das 17 horas à meia-noite, quando cessa o movimento, retornando então para casa. (Aqui 'tá ficando perigoso! Outro dia assaltaram um casal bem aí, na hora em que desceram da moto para abrir o portão de casa... Graças a Deus, os bandidos nunca mexeram comigo)

- Seu Mário, posso lhe fotografar e contar essa história na internet?
- Claro...
- hesita e altera a expressão repentinamente - Peraí! Eu vou ter de pagar alguma coisa?!
- Seu Mário, se alguém tem de pagar algo aqui, esse alguém sou eu ao senhor... Não se preocupe!
- Ah, tá! Então pode!


Obs.:
Tentei apurar os fatos aqui relatados através de uma pesquisa no google, entretanto nenhuma das respostas me esclareceu nada. As informações acerca da história da Marambaia parecem ser muito escassas (pelo menos na internet). Eu não gostaria de divulgar versões distorcidas ou inverídicas, portanto aceito, ou melhor solicito, colaborações de outras testemunhas oculares da evolução deste bairro.

domingo, 15 de março de 2009

Eu é que não entro!

Mais uma placa bem explicadinha, do jeito que eu gosto.PA-391, Mosqueiro

sexta-feira, 13 de março de 2009

É tudo original

... foi o que me garantiram.
A crise deve ter obrigado as grandes marcas a reduzirem seus preços, a fim de manter o faturamento e evitar mais demissões.

quinta-feira, 12 de março de 2009

O segredo do sucesso

Publicado originalmente na Bitácora do Pedrox

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Fachada de uma tinturaria, em Belém, que fica na esquina da Domingos Marreiros com a 9 de Janeiro

quarta-feira, 11 de março de 2009

Escapando da Cosanpa?

Alguém por favor me explica como isso funciona.
Acho que é para coletar água da chuva (o que é uma ótima ideia), mas:
a) por que as peneiras têm área menor do que a da boca da caixa d'água?
b) para que serve aquele tubo, que aparece à esquerda da estrutura? Parece óbvio que ele leva água até a peneira do topo. Para quê?

terça-feira, 10 de março de 2009

SeboSex

Seção de livros usados "só para adultos".
Equivalente àquele cantinho das bancas onde ficam as revistas de mulher pelada.


7.239 homens, entre os 13 e os 97 anos de idade, falam, com sensibilidade e abertamente, dos seus medos e segredos, das suas práticas e preferências sexuais, das suas alegrias e desapontamentos mais profundos.


O livro que derrubou os últimos tabus sexuais... Vida sexual normal e patológica...

domingo, 8 de março de 2009

Endereço incômodo

O local pode até ser aconchegante, mas eu não gostaria de morar nessa travessa, no Carananduba, em Mosqueiro.
As possibilidades de trocadilhos maliciosos são infinitas.

Retratos de meio corpo

Feira de Artesanato da Praça da República, sob o ponto de vista das crianças e dos cachorros.


A foggy morning

PA-391, today 7:00 am