segunda-feira, 16 de março de 2009

Seu Mário: historiador da Marambaîa


Desde que me mudei para a Marambaia, faço lanches eventuais na carrocinha de Seu Mário, na esquina da Rodolfo Chermont com a rua que dá acesso ao Conjunto Euclides Figueiredo, bem em frente à entrada principal da praça Dom Alberto Ramos. Apesar de permanecer pouco tempo por lá, entre pedir, esperar, comer e pagar, não pude deixar de perceber a popularidade desse simpático senhor sexagenário, de gestos lentos e fala enrolada. De cada dez pessoas que passam - a pé, de carro, de bicicleta, de moto... - onze o cumprimentam: "Seu Mário!", numa saudação despretensiosa jogada ao espaço, que geralmente nem espera retorno. "Fale, meu amigo!", é a resposta de sempre, com a sua peculiar voz fanhosa.
Na verdade, nunca conversei muito com ele. Entretanto, no último sábado, enquanto aguardava o preparo de meu sanduíche light, tive a oportunidade de ouvir um relato instigante, provocado por uma cliente que chegara antes de mim. A moça foi embora, mas pedi que ele continuasse com a história.

Seu Mário mora no bairro há 40 anos. (Quarenta anos?... Meu filho chegou com dois anos... agora tem quarenta e dois... É... Faz quarenta anos que moro aqui...) Naquela época, viver na Marambaia era o mesmo que viver no interior. O transporte para Belém era feito através de lotações, cujo terminal ficava no canto da Rua da Mata. Para chegar lá, só caminhando mesmo.
Uma boa opção de lazer para os habitantes das imediações era ir ao igarapé situado dentro da área da Marinha, onde hoje o acesso é restrito. Nos fins de semana, vinha gente da cidade para fazer piquenique, tomar banho, lavar carros... Era um animado balneário! Inicialmente, colocaram duas tábuas de madeira para os veículos atravessarem o curso d'água. Depois, substituíram-nas por chapas de ferro. (A gente ia andando a pé aí por dentro, e varava no Bengui... Hoje não pode mais...)
Vinte e cinco anos atrás, após a perda do emprego em uma lanchonete, e o empreendimento frustrado de uma mercearia em sua residência, nosso historiador montou sua primeira carrocinha, e ocupou seu território, de onde não mais saiu. As duas primeiras eram feitas de compensado, e duraram pouco mais de dez anos cada uma. A terceira, e atual, foi construída em aço inox, e "fica comigo até o dia em que eu for embora". Não existia nem Médici I, nem Médici II. O Mendara I é que estava começando. A praça Dom Alberto Ramos era um bosquinho, com árvores frondosas e trilhas por onde passavam os pedestres. Lá dentro, havia um barzinho, no qual se organizavam festas. Na Rodolfo Chermont, apenas três ou quatro casas... todas de radiotelegrafistas dos Correios, cuja função era enviar mensagens para navios, para o exterior... a partir da "sintonia", que funcionava onde hoje é o Conjunto Euclides Figueiredo. Havia antenas altas, que foram retiradas quando o serviço foi desativado no local.
A área do Palco Mix era ocupada pela Estância Tavares Bastos, um bem sucedido comércio de materiais de construção. Todavia, após a morte de seu fundador, o negócio desandou durante a gestão de um de seus filhos, que terminou por se desfazer do imóvel. Uns dizem que se envolveu com jogo... outros, com drogas... Mas nem todos eram maus administradores. A Estância Moju é de outro dos filhos, que soube dar continuidade à vocação de seu pai.
A Rodolfo Chermont era uma rua baixa, pavimentada com asfalto de qualidade precária. (Asfalto bom mesmo só veio com Edmilson...) O restante da Marambaia era um grande lamaçal.
A concorrência era pouca. Atualmente, o que mais se vê ao longo da avenida são barracas de lanches.
Todo santo dia, Seu Mário transporta sua carrocinha, da residência ao local de trabalho, auxiliado por seus netos. Lá permanece das 17 horas à meia-noite, quando cessa o movimento, retornando então para casa. (Aqui 'tá ficando perigoso! Outro dia assaltaram um casal bem aí, na hora em que desceram da moto para abrir o portão de casa... Graças a Deus, os bandidos nunca mexeram comigo)

- Seu Mário, posso lhe fotografar e contar essa história na internet?
- Claro...
- hesita e altera a expressão repentinamente - Peraí! Eu vou ter de pagar alguma coisa?!
- Seu Mário, se alguém tem de pagar algo aqui, esse alguém sou eu ao senhor... Não se preocupe!
- Ah, tá! Então pode!


Obs.:
Tentei apurar os fatos aqui relatados através de uma pesquisa no google, entretanto nenhuma das respostas me esclareceu nada. As informações acerca da história da Marambaia parecem ser muito escassas (pelo menos na internet). Eu não gostaria de divulgar versões distorcidas ou inverídicas, portanto aceito, ou melhor solicito, colaborações de outras testemunhas oculares da evolução deste bairro.

19 comentários:

Yúdice Andrade disse...

Mano, vai ser difícil. Mas posso tentar conversar com uma ou outra pessoa. Minha família foi uma das primeiras a se mudar para o Médici, em 1971, mas confesso que jamais perguntei sobre a vida, na época. Do passado do bairro só conheço, um pouco, sobre o caso das pedras misteriosas que caíam nas casas, no entorno do Bosquinho.
Taí, eu topo estudar a história do Marambaia, como legítimo morador que sou. Acho que podemos contar também com o Fred Guerreiro, se ele tiver tempo.

Carlos Barretto disse...

Deu vc no Flanar hoje de novo.

Abs

Belenâmbulo disse...

Prezado Yúdice,

Aos pouquinhos a gente vai montando esse quebra-cabeças. Olha só: no seu comentário, já foram uma correção e uma complementação à postagem. A correção é sobre a idade do Conjunto Médici. Na postagem, eu digo que há 25 anos, não existia nem Médici I, nem Médici II. Certamente, confundi as datas. O comentário deve se referir a 40 anos atrás, quando seu Mário se mudou para o bairro. A complementação é a história das pedras misteriosas.


Prezado Carlos,
Agradeço novamente a você pelo espaço privilegiado que me disponibiliza no Flanar.
Agradeço também aos carapanãs, os "mártires da audiência do Belenâmbulo".


Abraços

Frederico Guerreiro disse...

Yúdice, a história das pedras nos telhados foram em frente ao cemitério (não no bosquinho), lá pelo final dos anos setenta. Tudo não passou de um doente mental que jogava pedras com uma baladeira do cemitério, para chamar a atenção. Descobriu-se depois que ele morava na casa apedrejada e queria promover um sensacionalismo para a família ficar famosa na nascente TV Liberal. Foi o que se falou na época.
Pelo que ouvi da minha avó, o Conjunto Médici I teve sua construção concluída em 1972, pelo menos é o que consta no contrato de compra e venda com a Socilar, que, posteriormente, teve os créditos comprados pela CEF. Compramos duas casas por aqui. Uma é a que eu moro.
O nome do conjunto foi dado em homenagem que dispensa aos senhores apresentação. Realmente, como bem disse o texto do Belenâmbulo, aqui era como se fosse um interior, justamente pela distância e falta de infraestrutura de transporte e comércio. A feira era tudo que havia. O final da linha do lotação a que se referiu o Belenâmbulo ficava realmente no cruzamento da Rua da Mata com a Santarém, naquela época só lama e mato, pois o Médici II ainda estava em construção.
Lembro-me ainda da construção do Colégio Integrado, onde cheguei a tomar banho na caixa d'água de concreto, próximo de onde é hoje a Escola Eleonora. O exército costumava fazer operações pelo conjunto, pousavam inclusive helicópteros na Rua Santarém. Adorávamos ficar olhando. Eu era criança na época, mas aos poucos, entre idas e vindas do Rio de Janeiro e de Batista Campos, onde moramos a maior parte do tempo na época (hoje é maior o tempo que estamos aqui), fui conhecendo o bairro.
A história do igarapé (São Joaquim) é verdade. Íamos a pé por dentro das matas da marinha. Porém, pouco tempo depois foi fechado o acesso e passamos a ir ao igarapé por um caminho no final da Rua da Marinha, lá no fim do Médici II. Áquela época, a água era limpíssima, inclusive pegávamos peixes ornamentais por lá, usando mosquiteiros. Certa vez eu e meu primo fomos até embaixo da ponte da Marinha, por dentro do igarapé, pegando peixinhos, e tivemos de nos esconder quando uma sentinela passou. Ficamos quietinhos para não sermos vistos e acabarmos lavando os alojamentos do quartel, como já havia acontecido com alguns colegas da rua (lembrem-se: era regime militar). Minutos depois de o guarda sumir na estradinha, nossos corpos estavam com algumas sanguessugas pregadas. Ficamos apavorados. Corremos para casa e minha tia retirou as sanguessugas com sal.
Já em relação à entrada da Marinha, havia também o final da linha do Tavares Bastos. Ainda não havia Rua da Marinha para o lado direito de quem vem da Rodolfo Chermont (àquela época ainda Av. Tavares Bastos). Era só mato e lama.
No mais, ouvi dizer que Marambaia, na língua tupi, significa esconderijo cercado de água, talvez pela quantidade de igarapés que havia por aqui há muitos anos, pela dificuldade de acesso quando a região começou a ser ocupada.
Enfim, há muitas histórias para contar. À medida em que for me lembrando delas, eu conto.
No mais, 40 anos é um pouco exagerado. Acho que não havia era nada por aqui.
Ah, o s. Mário pode ser simpático. Mas não deve ser muito saudável comer aquele lanche rechado de poeira que os carros levantam naquela esquina, bem na parada do ônibus. Se sentir uma sensação de estar comendo terra, é isso, tá explicado, não se espante, não corra, não mate, não morra.
Afinal, como dizem, se o que não mata engorda...
Abraço a todos

Scylla Lage Neto disse...

Trilegais a postagem e os comentários!
Lamento não poder adicionar nada para ajudá-lo.
Mas que a Marambaia é um bairro de personalidade, isto é.
Abs.

Belenâmbulo disse...

Frederico, que belo relato!

Prezado Scylla, esses comentários estão melhores que a postagem. Daqui a algum tempo, teremos um belo mosaico de recordações. "Nada como o inútil para ser artístico". Publicaremos a compilação da história da Marambaia, que será incluída nos roteiros turísticos de Belém!!! É isso aí!

Abraços

Frederico Guerreiro disse...

Alguém aí lembra do japonês dos peixinhos?
Ali onde estão sendo construídas duas torres da Arteplan (?) ficava o japonês que, com sua família, vendia peixes ornamentais. Tinha de todo tipo. Até poraquê e piranha. Bem ao lado, onde hoje é um canal de esgoto, ficava um igarapé que abastecia de água e peixes os tanques naturais do japonês. Na época, havia apenas uma ponte pequena de madeira, logo depois foi construída uma de concreto, por volta de 1975, quando já habitado o conjunto Mécici. Sequer havia a caixa d'água da COSANPA (hoje desativadas as duas). Quando caía um daqueles temporais, pegávamos nossas bicicletas e corríamos para lá para pegar os peixinhos que fugiam por causa do transbordamento dos tanques do japonês.
Pois bem. E o que nos trouxe o tal desenvolvimento? O que era um igarapé, que deveria ter sido preservado para, em meus sonhos, transformar Belém em uma Veneza amazônica, se transformou em um valão de esgoto a céu aberto. Ali onde está a COSANPA era um pequeno bosquinho onde podíamos nos deliciar com árvores das mais variadas frutas, entre elas mangueiras, jambeiros e jaqueiras, estas as quais sequer se vê mais pela cidade. Pelaram de verde a nossa Belém. Desvirtuando um pouco do assunto, um exemplo é a minha casa, a única do quarteirão que tem uma mangueira, um limoeiro, uma aceroleira e uma caramboleira no quintal. Os açaizeiros tive de cortar no final do mês janeiro, pois, embora me dessem o sabor de colher minha própria sobremesa do almoço de domingo, ameaçava desabar de tão alto, em cima dos telhados meu e de meu vizinho.
A Marambaia ainda é um bom bairro para se morrar. Foi esquecido durante décadas por governos incompetentes, que somente poucos anos atrás nos aquinhoaram com asfalto, o maior anseio de quem vive por aqui e já estava cansado de sujar a bainha da calça toda vez que chovia. Era muita lama.
O transporte público ainda é o mesmo (ruim), apesar do crescimento exponencial da população do bairro. Hoje, ainda não temos bons restaurantes ou agencia bancária. Porém, já podemos dizer que somos "gente boa".
Enfim, guardo boas lembranças de minha tenra idade vivida no bairro. As histórias são muitas. Delas me lembro só de olhar o meu aquário vazio, encostado no meio do monte de tralhas que acumulamos na vida. Mas isso é outra história que contarei, se conseguir terminar o ensaio que venho escrevendo sobre "O Efeito Retardado" (efeito que vida de dificuldades causa em um jovem inconsequente). Por isso retardado, coisa que espero deixar de ser algum dia.
Quem sabe um dia termino de contar a minha e outras histórias?


Alguém aí se lembra da Palhoça, aquela casa da luz vermelha que ficava onde é a madeireira em frente à Yamada?

Belenâmbulo disse...

Esses comentários não merecem ficar escondidinhos aqui. Já foram pra ribalta.

Abraço

Thearom disse...

Olá! Andei muito ocupado ultimamente, mas não esqueci de nosso projeto sobre a Marambaia, minhas pesquisas sobre o bairro fizeram muito progresso, abrangendo diversos pontos. Me fazendo valer de TCC, dissertações de mestrados e de comentários de seu blog, que tbm muito me ajudaram a entender a dinamica da Maramabaia antes de ser o que é hoje.
Ainda estou com o tempo muito curto, mas nosso bate papo deve ocorrer o quanto antes, devo ligar pra vc essa semana. Até breve.

Belenâmbulo disse...

Fico no aguardo, Arom

NILCE DOS SANTOS disse...

Olá Belenâmbulo!

Estava eu na internet procurando fotos da Marambaia, que infelizmente não encontrei nada, e encontrei você.
Tenho 53 anos e fui morar na Rua Marcilio Dias com 06 meses de idade até aos 07 anos e mudei para Icoaraci, que aliás,está muito diferente. Mas voltando a Marambaia,mas especialmente a Rua Marcilio Dias e adjacências. Não
havia asfaltamento, só havia casas quase todas tinham quintais, e pequenos jardins na frente, havia um Sesi na Marcilio Dias onde eu fiz o jardim de infancia. Havia na rua uma enorme arvore de Jurema. Sinceramente tenho saudades do ar interiorano daquela época 1962 63
Interessante que na Avenida Dalva, onde tem a igreja de Saõ Jorge, onde fui batizada, havia um mercado de peixes, feira e um cinema, onde fui com minha mãe assistir um filme de nome Macelino Pão e Vinho. Na frente do cinema havia uma praça onde colocavam musicas bem alto, dava para escuta na minha casa na Marcilio Dias. Lembro das musicas: Ray Connif, com "Besa me mucho" "El Mar", Brazil e do Beatles " I wanna hold your hand" e prticamente todos os sucessos dos Beatles daquela epoca. Na rua São Jorge, havia um clube chamado " Cabuloso" onde havia bailes para os jovens. E tinham meninas e meninos estilo "Grease" com lambreta, jaqueta de
couro e tudo o mais. Se alguem puder postar algumas fotos da Rua Marcilio Dias no seu blog, ficarei muito grata, tenho muita curiosidade de saber como está a rua agora. Moro no Rio de Janeiro, e ha mais de anos que não vou a Belem. Espero ter contribuido um pouquinho com a historia da Marambaia, meu querido e inesquecivel bairro que suponho não ser mais aquele. obrigada. Abraços.

Dimitri Cunha da Silva disse...

Caramba mano! Bastante salutar o teu interesse em resguardar a memória em tempos que se busca muito alcançar o futuro. oque já ouví dizer sobre o nome marambaia, é que se trata de um marítimo sem amor a profissão.Prefere ele,ficar em terra firme do que ir-se em alto mar. Daí talves por ser este um dos poucos bairos de Belém que não tem ligação com os rios e baías,assim como os são: Guamá,Cremação,Pratinha,comercio,sacramenta,Val-de-cães,Cidade velha,até então. Um lugar distante das marés e rios...Um Marambaia! Diferente dos bairros que tinham igarapés de braços de rio e não de nascentes como,o igarapé das almas no reduto e o igarapé Murucutú onde foi achada a imagem da Santa,dando origem ao bairro de Nazaré...Lá no fim ainda existe hoje,o canal da 14 que desagua no rio Guamá. Na Marambaia, os igarapés eram de nascente.

dimitri cunha da silva disse...

Caramba mano! Bastante salutar o teu interesse em resguardar a memória em tempos que se busca muito alcançar o futuro. oque já ouví dizer sobre o nome marambaia, é que se trata de um marítimo sem amor a profissão.Prefere ele,ficar em terra firme do que ir-se em alto mar. Daí talves por ser este um dos poucos bairos de Belém que não tem ligação com os rios e baías,assim como os são: Guamá,Cremação,Pratinha,comercio,sacramenta,Val-de-cães,Cidade velha,até então. Um lugar distante das marés e rios...Um Marambaia! Diferente dos bairros que tinham igarapés de braços de rio e não de nascentes como,o igarapé das almas no reduto e o igarapé Murucutú onde foi achada a imagem da Santa,dando origem ao bairro de Nazaré...Lá no fim ainda existe hoje,o canal da 14 que desagua no rio Guamá. Na Marambaia, os igarapés eram de nascente. te dou uma dica de adiquirir o livro "Visagens e assombrações de belém" de Walcyr Monteiro...Lá encontrarás um capítulo que contem os históricos dos bairros de Belém, além de notas de jornais da época dos tais fenômenos das pedras que segundo relatos, ocorreram em frente do cemitério São Jorge e também no bosquindo onde havia a cooperativa

Belenâmbulo disse...

Agradeço pela dica, Dimitri!

Faz tempo que me interesso por esse livro. Não sei por que ainda não o li...

Abraço!

Belenâmbulo disse...

Nilce...

Desculpa a demora em responder... O blog anda meio esquecido... Agradeço pelo comentário. Conheço a Rua Marcílio Dias. Algum dia publico uma foto dela para você.

Abraço

Dryka disse...

Quem não conhece o seu Mario...realmente não conhece a Marambaia.

Anônimo disse...

olá meu nome é George, sou neto do senhor que fundou a estancia tavares bastos,e quero esclarecer que meu pai que recebeu de meu avô uma estancia falida e ainda tando que pagar ao proprio pai dez salarios minimos de aluguel após ter "herdado" de meu avô uma casa de madeira nos fundos do terreno da estancia(casa que até então era a casa de descanso dos carroceiros) após se casar com minha mãe e que com muito trabalho e dedicação e trabalho duro levou a estancia tavares bastos aos tempos de riqueza,infelizmente meu pai foi mordido pelo bicho da fascinação e entrou em derrocata.
regado de bebida,amigos sugadores e remedios anti depressivos, que ele fazia uso desde a morte de minha vó no dia 25 de dezembro de 1995.afinal sua mãe era sua unica amiga e protetora dentro da familia,sendo ele o unico dos 5 filhos vivos a sempre ter sido tratado com indiferança(e ter sofrido bullying por parte dos irmãos desde de a infancia por ser o unico "escuro") e nunca ter recebido qualquer incentivo finaceiro de meu avô,diferente de meu tio,proprietario da estancia mojú que quando casou recebeu um predio com casa e estancia montada e quebrou duas vezes e foi ajudado por meu pai e até conseguir se estabelecer no endereço atual.
enfim contei um pouco da triste historia de uma tradicional familia da marambaia querendo deixar claro que ouvir essa historia ou veja esse senhor de olhar triste e aparencia indigena saiba que na sua vida manchada de abusos e descasos, não ha de se levantar suspeita sobre o uso de DROGAS.
e quem lhes fala não é um "alguns dizem" é o filho de uma triste alma perturbada,de um coração carente e de uma mente incrivelmente brilhante.

Ass:George Aires.
Filho de DEUSDETE POJO AIRES e neto de JOÃO DE CARVALHO AIRES.

Adamor Gomes disse...

http://belenambulo.blogspot.com.br/2009/03/seu-mario-historiador-da-marambaia.html

Adamor Gomes disse...

Agora a Marambaia tem um portal de noticias e guia comercial, li varias histórias interessante aqui e qualquer pessoa que queira escrever algo, será publicado com seus devidos créditos. www.marambaiabelem.com.br