quarta-feira, 31 de março de 2010

Vida de ribeirinho

Esperando a maré baixar para fazer a travessia.

Antônio Barreto, entre 9 de Janeiro e Alcindo Cacela. Essa poça imensa se formou por causa de um bueiro entupido. Duas moradoras dessas casas meteram os pés n'água e retiraram um saco vazio de ração de cachorro, que obstruía o escoamento normal para a galeria subterrânea.

segunda-feira, 29 de março de 2010

O importante é se fazer entender

O texto da placa é meio enrolado, devido à ausência de pontuação. Mas, com boa vontade, dá para entender a mensagem: se você vem pela Mauriti e quer dobrar à esquerda na 25 de Setembro, deve primeiro virar à direita, para então fazer o retorno e tomar o rumo desejado.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Antes de chegar à sua mesa

Perambular no Ver-o-Peso logo cedo sempre rende boas fotos.





Agora, curtição mesmo é fazer isso com uma Nikon pendurada no pescoço. É quase um esporte radical.

quinta-feira, 25 de março de 2010

O conhecimento que decide

Por Lúcio Flávio Pinto

Em certas palestras que faço em Belém peço aos paraenses presentes que levantem a mão. A esmagadora maioria faz o que peço. Há um quê de satisfação no ar. Entende-se – e com especial ênfase na Amazônia – que quem sabe mais sobre o local é o que nele nasceu.

Ao vir ao mundo, já estaria dotado, por cortesia genética, com um diferencial que o faz perceber mais sobre o que está em torno do que o visitante ou o imigrante domiciliado em sua terra natal. Assim, não me surpreende – mas me incomoda cada vez mais – que imberbes estudantes nascidos no Pará se levantem, durante os debates realizados em Belém, e intervenham para ditar regras, com a tábua das leis sobre a decifração da Amazônia nas mãos poderosas. Estudo e percorro a Amazônia há mais de 40 anos e o que posso afirmar é que minha ignorância sobre a região diminuiu nesse período.

Para o amazonólogo digital ou de outras regiões, conforme mostrei na coluna anterior, aplico a “pegadinha” do aviú, o micro-camarão do falso churrasco. É apenas para sondar a intimidade do conhecimento do dito especialista sobre aquela que já se admite ser a mais importante fronteira de recursos naturais do planeta, imensa e complexa, tão original que requer o contato físico mais demorado para sua decifração.

Aplico outra forma de teste para os que se consideram especialistas no tema só por terem nascido (ou se domiciliado) na Amazônia. Sem qualquer pejo, e também sem qualquer estudo a respeito, abrem a boca para dizer verdades hauridas em inspiração metafísica.

Mal os paraenses baixam as mãos, começo a perguntar sobre quem conhece Barcarena, Carajás, Tucuruí e Trombetas. Das dezenas de mãos iniciais sobram duas, três ou, em regra, nenhuma. Sugiro então aos especialistas por matriz genética que tentem visitar pelo menos esses quatro locais. Só quando voltarem, estarei disposto a reconhecê-los como verdadeiros paraenses e amazônidas, usurpando para tanto a função de tabelião da consciência amazônica.

Belém já não é mais a maior cidade da Amazônia, posição que perdeu para Manaus, com 300 mil habitantes a mais. A diferença é anulada quando se considera a área metropolitana da capital paraense, com seus mais de 2 milhões de habitantes, enquanto a capital amazonense se reduz ao município de Manaus, sem espraiamento demográfico metropolitano. Mas essa comparação não é a mais relevante. Belém continua a ser a capital cultural de toda Amazônia porque tem mais centros de pesquisa, universidades, bibliotecas, órgãos públicos e intelectuais em atividade.

No entanto, a cidade continua de costas para o interior do Estado, com seu território de 1,2 milhão de quilômetros quadrados, equivalente ao da Colômbia, e 7 milhões de habitantes. Os belenenses olham com cobiça para as praias de Fortaleza, o Rio de Janeiro, Miami ou a Europa. Mas não para dentro de si. Esquecem que a capital tem apenas 20% da população paraense e um terço do seu Produto Interno Bruto (Manaus tem 50% e 95%, respectivamente, proporções que ficaram para trás na história de Belém há várias décadas).

A 50 quilômetros da cidade funciona o maior distrito industrial do Norte do país. É formado pela maior fábrica de alumina do mundo, a Alunorte, que fornece esse insumo para ser transformado em metal pela vizinha Albrás, a 8ª maior do mundo e a maior do continente. Seu lingote de alumínio atende a 15% das necessidades do Japão, seu principal cliente e sócio (com a antiga Vale do Rio Doce), que fica a 20 mil quilômetros de distância.

Ao lado estão duas das melhores e maiores fábricas de caulim do mundo, produzindo argila para revestimento de papéis especiais. Há ainda uma fábrica de cabos de alumínio e uma siderúrgica, que se utilizam de terminais locais com a maior movimentação de carga do Estado. A renda per capita do habitante de Barcarena é cinco vezes maior do que a do morador da capital.

Em Tucuruí, 350 quilômetros ao sul de Belém, funciona a segunda maior hidrelétrica do país, menor apenas do que Itaipu, mas na qual o Brasil só tem metade da geração, ou seis mil megawatts, enquanto os 8,4 mil MW de Tucuruí são todos nacionais. Com essa usina de mais de 10 bilhões de dólares de custo o Pará se tornou o quinto maior gerador de energia do país e o terceiro maior exportador de energia bruta, que só será transformada em produto de maior valor agregado em outros Estados (ou mesmo no exterior), pagando o ICMS apenas na transferência.

Caminhando 200 quilômetros mais para o sul do Estado chega-se a Carajás, a maior província mineral da Terra, com minérios que se elevam do subsolo por 300 a 400 metros de altura, permitindo a lavra a céu aberto, sem a necessidade de minas em profundidade.

O maior trem do mundo faz nove viagens diárias (por 800 quilômetros) até um dos maiores portos do mundo, na ilha de São Luís do Maranhão, transportando minério no valor de 30 milhões de dólares. No final no ano, mais de 90 milhões de toneladas e quatro bilhões de dólares só com ferro. Mas há ainda outros minerais (manganês, cobre e, a partir deste ano, níquel).

Mais de 800 quilômetros a oeste de Belém e do litoral está o primeiro dos “grandes projetos”, que entrou em operação em 1979. Hoje é uma das maiores minas de bauxita do mundo. Todos os anos, quase 400 navios vão e voltam atrás desse minério, do qual resulta o alumínio.

A produção bateu em 18 milhões de toneladas, um recorde, e não pode ir além porque o rio Trombetas não suporta tanto navio. Sempre há um carregando, outro (ou outros) esperando a vez ao largo e mais algum a caminho. O Trombetas foi o primeiro rio amazônico a esgotar sua capacidade de transporte por causa do escoamento da bauxita.

Quem não for ver com os próprios olhos o que acontece ao menos nesses quatro lugares do Pará não tem o direito de se declarar paraense (nem de se dizer um entendido em Amazônia). É impossível não sofrer um forte impacto ao ver os enormes caminhões “fora de estrada” que retiram minério em Carajás, cada um carregando 200 toneladas (estão vindo máquinas com o dobro da capacidade), os maiores que existem, para encher os trens. Cada comboio alcança 3,5 quilômetros de comprimento, com seus 330 vagões e quatro locomotivas.

Ao deixarem a mina para a longa viagem até o mar, dão ao observador a nítida sensação de que testemunha uma hemorragia de minério, uma sangria desatada de recursos naturais. É o ferro mais rico da crosta terrestre, com 65% de hematita pura, que está sustentando os vistosos arranha-céus que se erguem em Xangai e outros lugares da China, compradora de 60% da produção de Carajás.

A história decisiva do Pará (como da Amazônia) está sendo escrita no interior da região, não nas capitais nem no litoral. Muitos paraenses acham que esses lugares remotos são paragens do passado, de um provincianismo mortal para o citadino “antenado” no mundo globalizado. É um erro primário e letal.

É nesses lugares distantes e isolados que se decide se a Amazônia vai continuar a funcionar como uma área colonial do mundo ou se vai ter vez para progredir com as riquezas de que é pródiga. Mas que estão sendo transferidas com velocidade incrível para outras partes do mundo, onde o enredo é escrito.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Um fóssil na Presidente Vargas

Lei nº 8689, de 27 de julho de 1993


Dispõe sobre a extinção do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps) e dá outras providências.


O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica extinto, por força do disposto no art. 198 da Constituição Federal e nas Leis nºs 8.080, de 19 de setembro de 1990, e 8.142, de 28 de dezembro de 1990, o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps), autarquia federal criada pela Lei nº 6.439, de 1º de setembro de 1977, vinculada ao Ministério da Saúde.




Depois ainda dizem que nós não preservamos nosso patrimônio histórico...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Uma cratera famosa

Seria apenas o retrato de mais uma cratera entre tantas, até que um flanelinha me alertou que se tratava de uma celebridade.
"Essa aí foi aquela que apareceu na reportagem do Jornal Liberal na TV"

Não assisti à reportagem, mas concordo que um buraco desse tamanho mereça a fama que tem.

13 de Maio, próximo à Campos Sales

quinta-feira, 18 de março de 2010

O talentoso Rafael "artista"

"Você sabe o significado desses painéis de azulejo aí?"
"São retratos do casal que foi assassinado nessa casa. Foi meu pai quem pintou"


Assim começou meu diálogo com essa figura chamada Rafael, conhecido como "Artista" nas imediações da Presidente Vargas.
O rapaz tem 20 anos, e trabalha como flanelinha na Manoel Barata, entre a Casa do Fotógrafo e a Frei Gil ("as vagas próximas à Presidente Vargas são do Boboia"), somente aos sábados de manhã. .



Nos outros dias da semana, ele vive de dar aulas de pintura em lajota, habilidade que desenvolveu inspirado em seu pai, Ronaldo Ramos, autor dos três painéis expostos no imóvel citado anteontem. Inspirado em seu pai, porque eles não chegaram a conviver. O casamento de seus pais se desfez à época de seu nascimento, e Rafael foi criado pela mãe.
A iniciação à pintura se deu durante os sete anos que viveu em Paris. Sua mãe se casara com um imigrante vietnamita, que morava na França.
"Lá nós aprendemos pintura na escola", contou.
"Depois adaptei meu conhecimentos para a pintura em lajotas"

De seu padrasto, o "Artista" ganhou fotos inéditas da Guerra do Vietnã, que retratam a história sob a óptica do povo asiático. Ele me prometeu mostrá-las num próximo encontro.

Esse rapaz de múltiplos talentos ainda dá aulas e presta suporte em informática ("Windows, AutoCAD, os antivírus mais modernos e tudo o que você imaginar..."), pinta painéis artísticos em residências e empresas ("tem um painel de minha autoria no Hotel Hilton... pintei umas frutas no final de um corredor") e restaura fachada de imóveis antigos, ofício que vem sendo aperfeiçoado através de uma oficina a qual frequenta na Fundação Curro Velho.

"A fachada dessa casa fui eu que restaurei"
Cyber Porão Virtual, na Manoel Barata, 937

Quem se interessar pelo trabalho do "Artista" pode procurá-lo por ali, nas manhãs de sábado.
O curso de pintura em lajota custa R$ 150, e inclui três aulas em domicílio.
"E o material?"
"Não se preocupe..."


Só não entendo por que ele continua trabalhando como flanelinha...


Em tempo: procurei o tal painel no Hilton, mas não encontrei.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Concerto de Salomão Habib amanhã



AFRODITE
Salomão Habib – Violão Solo
Teatro Margarida Schiwasappa,
Dia 18 de março de 2010 ás 20:00 h


Após recente turnê por 88 cidades do Brasil em todos os Estados, divulgando a literatura violonística sobretudo Paraense, onde foi selecionado pelo SESC NACIONAL entre mais de 200 nomes de violonistas de todo o Brasil, Salomão Habib realizará no próximo dia 18 de março de 2010 no teatro Margarida Schiwasappa o espetáculo intitulado “AFRODITE” que homenageia em especial a mulher no aproveitando ano de 2010 considerado como o Ano de Vênus.
Salomão Habib foi premiado em 2009 pela FUNDAÇÃO NACIONAL DA ARTE- Funarte, por seu trabalho de compilação da música indígena e transcrição com composição da mesma para a linguagem erudita, tendo como resultado a composição de 12 RITUAIS SINFÔNICOS PARA ORQUESTRA DE VIOLÕES.
Peças de caráter romântico em período e estilo marcarão o programa especialmente concebido para mostrar não somente o poder da sensibilidade e da técnica do violão mas principalmente trilhas que retratam épocas, filmes inesquecíveis, compositores históricos e construtores da alma musical amazônica. Dentre as músicas escolhidas estão: “CAVATINA”, música do filme “O Franco Atirador” “TEMA DE AMOR” do filme “Cinema Paradiso”, “SUITE AMAZÔNICA” mostrada em 1ª. Audição para o público, de autoria do próprio violonista, composta durante a turnê e dedicada ao violonista brasileiro Fabrício Matos; “VALSINHA DO MARAJÓ” peça romântica de autoria do ilustre maestro paraense “Waldemar Henrique”; “RECURDOS DE LA ALHAMBRA” e “UNA LIMOSNA POR EL AMOR DE DIOS” duas peças em trêmulo, técnica especial de prolongamento da melodia, provocando um fluxo contínuo de uma seqüência melódica para a execução simultânea de outra nos baixos; a primeira de autoria do espanhol Francisco Tárrega e a outra do paraguaio Augustin Barrios; “CONCERTO DE ARANJUEZ” um clássico da literatura violonística para violão e orquestra sinfônico, no concerto, executada com redução para piano.
O concerto traz ainda a participação especialíssima de JOÃO DE JESUS PAES LOUREIRO, poeta brasileiro que recitará poemas dedicados à mulher; SÉRGIO ABALOS, violonista e compositor argentino de passagem por Belém e que tem conquistado o publico com uma técnica refinada e estilo único; Paulo José Campos de Melo, festejado e premiado pianista paraense, que durante duas décadas trabalhou e dirigiu grandes teatros na Alemanha, com carreira internacional de pleno sucesso; Paulo José tocará ao lado do violonista o Concerto de Aranjuez do renomado compositor JOAQUIM RODRIGO.
Ainda como participação especial o compositor TORRINHO da cidade de Manaus brindará o público com uma canção especial sobre o tema; Torrinho é um ícone da geração de músicos independentes do Brasil com uma carreira sólida e respeitável.
Estará a venda o CD “SANTA MARIA” de autoria de Salomão Habib, baseado nos poemas de Waldecir Palhares.
O ingresso custa r$ 10,00 e estará a disposição na bilheteria do teatro a partir de quarta Feira dia 17 de março ou pelo fone 82126453 ou 88086490.

terça-feira, 16 de março de 2010

Reconstituição de um crime

Vocês sabem quem são esses dois?


Bom... minha intenção inicial era utilizar essa imagem e as seguintes em mais um desafio da séria série "adivinha onde é". No entanto, após investigar um pouco da história desses três painéis em azulejo, expostos num imóvel situado à Manoel Barata, entre Presidente Vargas e Frei Gil, cheguei à conclusão de que meus doutos comentaristas matariam a charada em poucos minutos.

Então optei por outra abordagem: Que tal tentarmos reconstituir essa história sórdida, ainda não-esclarecida completamente? Eu escrevo o que ouvi, e vocês vão complementando com o que sabem a respeito.

1 - No imóvel de número 983 da Manoel Barata, moravam o Sr. Jean (sobrenome???), agiota libanês, e sua esposa portuguesa (nome???).
2 - Em 1989, ambos foram misteriosamente assassinados em casa. Primeiro, ela foi morta, sufocada com meias enfiadas goela abaixo. Depois, foi a vez dele, estrangulado com cordas de rede. Alguns pertences foram levados.
3 - No ano seguinte, Antônio, apelidado de Tonino, filho único do casal, então estudante de medicina, encomendou esses três painéis em azulejo, como forma de homenagear seus pais.



4 - As obras são de autoria do artista plástico Ronaldo Ramos, que hoje vive em São Paulo.
5 - Antônio atualmente mora em Coimbra, Portugal.
6 - Os assassinos nunca foram encontrados. Suspeita-se que o crime tenha sido executado ou encomendado por algum devedor de Sr. Jean.

Quem souber de mais detalhes, ou tiver correções a fazer, por favor manifeste-se na caixinha de comentários.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Sermão

"Nenhum servo pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará outro, ou se dedicará a um e desprezará outro" (excerto de Lucas 16:13)



Prezado Thiago, como rapaz inteligente que você parece ser, espero que esteja sendo muito bem recompensado por esse (ab)uso de sua imagem.


Veja também:
Empate técnico?

sexta-feira, 12 de março de 2010

Caranguejo

Confesso que não sou chegado a comer caranguejo.
A relação custo/benefício é pouco favorável: muito trabalho para pouca comida. Sem contar que o sabor nem é lá essas coisas.
Vale mais pelo evento social de detonar aquela panelada desses pobres bichinhos, enquanto jogamos conversa fora com os amigos.



Aproveitem para ouvir essa pérola da música brasileira, interpretada pelo paraense Ary Lobo.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Bebendo na boca do lixo

Já que ninguém joga lixo na lixeira mesmo...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Propaganda enganosa

O que me venderam...


...o que me entregaram



Mais propagandas enganosas aqui e aqui.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Para não dizer que ela não veio

A pororoca foge de mim... só pode!
Se bem que, segundo os cálculos teóricos, eu já sabia que seria improvável encontrar-me com ela no dia de lua cheia. Na verdade, o tamanho da onda aumenta nos dois a três dias subsequentes. O problema é que, durante a semana, eu trabalho. Então, tive de me contentar com essa marolinha aí...
Pororoquinha na Ilha do Toio, em São Domingos do Capim, no último domingo (28/02)

Fiquem ligados! As maiores ondas do ano têm tudo para ocorrer nos próximos dias 31/03, 01 e 02/04. É uma pena que a festa do município esteja marcada na data errada, novamente...

quarta-feira, 3 de março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

Mingau de miriti


Coloque os frutos de miriti (ou buriti) de molho, para amolecer a polpa.
Extraia a polpa, obtendo o produto conhecido como "vinho-de-miriti".
Despeje sobre arroz papado, bem quente.
Está pronto o seu mingau de miriti.

Agora é só enfrentar a fila...


...e se deliciar com essa joia da gastronomia paraense.


É garantia de sustância até a hora do almoço!