quinta-feira, 29 de março de 2012

Ungidos

Entrei naquela fila quilométrica um pouco apreensivo.
O que é que aquele homem tem, que faz as pessoas desmaiarem durante a unção?
E eu, que não tenho religião, serei afetado?

Quando chegou a minha vez, os assistentes já estavam posicionados, prontos para me amparar, e certos de meu desabamento.
Mirei o padre Elói fixamente, sem palavras, e experimentei uma profunda paz. Fechei os olhos, senti seu polegar lambuzado de óleo tocar minha testa. Só isso...
E agora?
Eu estava disposto a não abrir os olhos enquanto ele não me "liberasse".
Parece que ele também não me largaria enquanto eu não abrisse os olhos, ou desmaiasse.

O "duelo" durou alguns segundos, que pareceram horas.
Finalmente cedi, e deixei meu corpo cair. Estive consciente o tempo todo. Independentemente da crença, as vibrações são muito positivas, mas juro que senti o padre me empurrar, muito sutilmente.



Missa do Padre Elói, no ginásio do Batalhão de Polícia de Choque, Cremação

segunda-feira, 26 de março de 2012

Ribeirinhos da Primeiro de Dezembro

Igarapé que aparece sempre que chove, na baixada da Primeiro de Dezembro com Passagem Elvira

sexta-feira, 23 de março de 2012

Todas as tardes

Essa semana ela foi pontual!
Sempre após o almoço.

segunda-feira, 19 de março de 2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

Onde os carros não chegam (2)

Pra falar a verdade, até se chega de carro, mas é bem difícil.Praia do Caju-Una, Soure, Marajó

Aqui você não fica sem Avon

quarta-feira, 14 de março de 2012

A pororoca dos porcos

Beira do rio Capim após a passagem da onda da pororoca.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Autorregulação

Na internet tem coisa muito pior (ou melhor, dependendo do ponto de vista...), mas essa banca na Praça da República está fazendo a sua parte.
Muita criança passa por lá.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Onde os carros não chegam

Praia dos Pilões, São João de Pirabas

segunda-feira, 5 de março de 2012

Quem lê mais, escreve melhor

Vadiando no Magazan do Shopping Castanheira, encontrei algo que me interessou, porém pelo qual não poderia pagar.
Estava cercado por uns quatro funcionários, que coincidentemente comentavam sobre a quantidade de câmeras de segurança no local.
Sem me intimidar pela vigilância ostensiva, subtraí sorrateiramente o objeto de meu desejo, carregando-o na mão fechada até um corredor mais estreito, onde o meti no bolso da calça.

Cheguei em casa radiante de alegria, com a consciência tranquila pelo dever cumprido.

Retirado de circulação um atentado violento ao idioma


P.S.: esse pequeno ato de transgressão foi cometido no dia 17/02/2012. A postagem estava programada havia algum tempo, porém eis que na última sexta (02/03) retorno ao mesmo local e me deparo com aquela maldita etiqueta a me escarnecer discretamente - séria por fora, gargalhando por dentro - como um criminoso que circula serelepe e saltitante após ter pago fiança.