terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Um dia sem ondas no Maraú

Sabe, eu nunca imaginei que existissem ondas surfáveis em água doce, além da pororoca. Pois é, desde o mês passado tenho experimentado o Maraú, em Mosqueiro. Não é um pico regular e as ondas são pequenas, mas a diversão é garantida (e se as ondas fossem grandes, eu teria medo). Para surfar de verdade, você precisa estar lá no dia certo, na época mais propícia. Entretanto, isso não chega a ser uma grande desvantagem, já que a maioria das praias brasileiras apresenta o mesmo problema. O curioso é que a gente sempre vai no dia errado. A frase mais comum de se ouvir dos surfistas locais, em qualquer praia, é: "Rapaz, você devia ter vindo ontem..." Para mim, os principais pontos positivos são a proximidade de Belém e o corpo livre de sal ao sair da água. No cômputo geral, vale a pena.
Hoje era o dia do alinhamento astral. Lua nova. Maré cheia de manhã. Condições perfeitas para uma sessãozinha de surfe medicinal: desenferrujar as articulações e desobstruir as vias respiratórias e, quem sabe, reduzir um pouco a circunferência abdominal.
Só se esqueceram de combinar com o mar...
A natureza é caprichosa.
O jeito foi caminhar e fotografar.

Essa árvore à direita foi melhor artifício que encontrei para esconder as torres de telefonia espalhadas na linha do horizonte
Não poderia faltar uma placa nessa sessão de fotos

4 comentários:

Virótica disse...

Aaaaaah!
Você não existe!!!!

Muuuuuuito obrigada pela força!!!!

Frederico Guerreiro disse...

Ah, e professores de Língua Portuguesa, também.

Yúdice Andrade disse...

Já tive o desprazer de topar com surfistas na Praia do Farol. Por muito pouco não fui atingido pela ponta de uma prancha na cabeça. Mergulhei com tudo para me proteger. Ou seja, eu é que tive que me proteger, pois o sujeito não se preocupou. E olha que havia crianças na água. Depois veio o sujeito pedir que eu fosse tomar banho mais distante, porque ali era "área de surf".
Coisas de Belém...

Belenâmbulo disse...

Prezado Yúdice,
Deve haver bom senso de ambas as partes. A praia é muito grande, portanto não há necessidade de disputa por território. Os surfistas vão um pouquinho mais pra lá, os banhistas, mais pra cá, e tudo fica resolvido.
Você teve o infortúnio de topar com um surfista espaçoso, que também deve trafegar pelo acostamento no retorno a Belém (se anda de carro), ou ocupa descaradamente os assentos preferenciais (se utiliza ônibus), fura fila sem cerimônia e se orgulha sempre que tira alguma pequena vantagem ilícita. Se houvesse de fato uma "área de surfe", pode ter certeza de que ele a desrespeitaria. Uma pessoa mal-educada manifesta seus vícios em todos os papéis que exerce na sociedade.
Lamentável...

Abraço