segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Boteco do posto

Encostar o carro no posto de combustível... abrir o porta-malas... ligar o som no volume máximo (de preferência ouvindo a última coletânea da Vetron)... tomar umas na loja de conveniência com os amigos... e só depois sair para a balada propriamente dita...

Que mal há nisso?

Posto Shell, na Pedro Álvares Cabral, esquina com Tavares Bastos

Realmente, não vejo nada de errado. Porém o sujeito aí na esquerda da imagem se dirigiu a mim, juntamente com outro (esse sim, um verdadeiro armário) que se aproximava por trás (ui!):

- Qual é o 'sistema' dessas fotos?
- Hã?
- Você é de jornal, de TV, da divulgação de algum evento?
- Não, não...
- Então, por que está fotografando?
- Porque acho interessante esse negócio de o povo transformar posto de combustível em ponto de encontro.
- Ninguém está autorizado a fotografar aqui. Ordens da gerência. Vá embora, por favor.
- Mas... por quê?
- Porque já teve gente aí que usou essas fotos para denegrir a imagem do local.


Agora fiquei curioso...

P.S.: não houve truculência em nenhum momento. Muito pelo contrário (também... com o tamanho do segundo segurança, nem precisa...).

17 comentários:

Carlos Barretto disse...

Estes que te abordaram, são certamente 2 bobalhões. A fotografia não denigre a imagem do empreendimento. Ela apenas registra os fatos. Cada qual cuida de denegrir a sua própria imagem, quando assim intencionado.
Tem gente que adora se enlamear todo.
Rsssss

Yúdice Andrade disse...

Faça o favor de indicar que posto foi esse, para que possamos redivulgar na rede.
Há imposições legais para que os postos coíbam essa prática ridícula. Se não o faz, pode ser punido. Se faz corpo mole e admite essa gente em seu posto, merece a punição.
Qual é o posto, meu amigo?

Tanto! disse...

Manos ruim que não houve truculência! Acho que sei qual é este posto... na Duque? Bem!

O maior problema é a música alta. Para os vizinhos deve ser absurda a situação de tentar dormir com Vetrons, Rubis e Zumbis tocando, último volume. No mais, tem razão o Yudice "Há imposições legais para que os postos coíbam essa prática ridícula".

Amanda Pinto disse...

Se tiveram esta atitude há algo suspeito. Agora, não há porquê ter medo: te digo que milhões de pessoas - principalmente na Doca - já filmaram, fotografaram e denunciaram essas disputas de som e não resultou em nada. Quando passa o carro da polícia eles diminuem o volume, depois que passam, aumentam e começa tudo de novo.
Pobres dos vizinhos desses postos que não conseguem dormir de quinta feira até o fim do fim de semana - tipo eu.

Anônimo disse...

É um posto na esquina da Doca com A. Barreto.
Com sigla PDV (posto dos vagabundos, na boa, claro).
Na madrugada, o que tem de bêbado, de menor e maluco alí, é uma festa só!

Belenâmbulo disse...

Barretto,
Na verdade, os dois que me abordaram apenas cumpriam ordens. Se não me tirassem dali, sobraria para eles.
Bobalhão foi quem deu a ordem.

Amanda,
A informação do Yúdice esclarece a razão de eles não quererem ser fotografados. Ao contrário do que eu pensava, estão, sim, fazendo algo errado.

Tanto (Fernando seu nome? Corrija-me se estiver errado) e Anônimo,
Bons palpites... Se vocês disseram, é porque acontece a mesma coisa por aí. De repente eu até começo uma coletânea sobre o assunto.
Entretanto essa foto foi tirada no Posto Shell, esquina da Tavares Bastos com Pedro Álvares Cabral, na Marambaia.

Yúdice,
Agradeço pela informação esclarecedora.
Sua pergunta já foi respondida (a postagem será editada já, já).

Abraços

Bruno_Philósopho disse...

Na verdade é esse mesmo esquema que o poster falou: Tavares Bastos com Pedro Álvares Cabral. Ali, naquela esquina, existem dois postos de gasolina. Pela imagem, creio que seja o do lado esquerdo de quem vai no sentido do entroncamento.

Mas, ao contrário do que se possa pensar, os dois estão ali a cumprir ordens, talvez não propriamente do dono do estabelecimento. É que os jovens temem ser reconhecidos por seus atos e, posteriormente, serem presos de alguma forma (até mesmo pelos pais, impedindo-lhes de sair com o carro).

A questão, senhor Yudice, é que não é só este o posto que permite (ou tolera) tal comportamento. Há vários outros que aceitam o esquema: Doca com Antônio Barreto, Humaitá com Duque, Antônio Baena com 25... Muitos chamam a polícia ambiental e eles não fazem mais do que pedir para que se baixe o som - assim como disse a Amanda. Será que uma iniciativa de coibir o abuso terá sucesso com nova investida depois da denúncia formulada assim?

Não que eu duvide do Poder Público, provocado dessa maneira, mas é que estas coisas acontecem assim: Um posto que "proíbe" o som alto depois de tantas horas recebe um tal sujeito que faz com que o estabelecimento "passe a permití-lo". Dai chegam milhares, como que fazendo "competição sonora". Dai o estado vem e coíbe, podendo mesmo fechar o estabelecimento. Então estas procuram outro local que "não proíba" - ou retornam depois que "esquecem" a punição. E assim caminha a humanidade.

Enquanto a punição não chegar ao verdadeiro infrator, ou seja o cidadão que comete o delito, de nada adiantará fechar postos e bares. Na Inglaterra, por exemplo, na saída de bares há sempre uma fiscalização para que ninguém que saia com umas a mais saia dirigindo o próprio carro. Aqui poderia ser semelhante.

A punição, ainda que exemplar, de um estabelecimento desses não resolve o problema, acredito eu. O importante é fazer com que o infrator arque com as consequências de seus erros.

Yúdice Andrade disse...

Em 28.9.2006, publiquei em meu blog uma sugestão que poderia ser bem eficiente no combate a essas formas de poluição sonora.
Eis o link:
http://yudicerandol.blogspot.com/2006/09/sugesto-para-capital-brasileira-do.html

Lafayette disse...

Por mim, se vocês quiserem, a gente se reune, quinta-feira, umas 22 horas lá, e, sacamos nossas máquinas de fotografias (as próprias, celulares, L.O.V.E, e o que for), e começamos a tirar fotos, que, pelo que sei (sei pouco, é verdade) os Atos Institucionais foram revogados.

Ah, de quebra, se a galera tompar mesmo a parada, levou uns fotógrafos jornalísticos da imprensa, a DEMA, e quem mais vocês indicarem.

Carlos Barretto disse...

Vou de L.O.V.E, é claro!

Belenâmbulo disse...

Bruno,
Você leu a postagem que o Yúdice indicou no comentário seguinte ao seu? Veja que ambos pensam parecido. Ele apresentou uma sugestão muito interessante.
Enquanto nada for feito, será sempre assim. Todos sabem onde isso acontece. Muitos se aborrecem. E fica por isso mesmo.

Yúdice,
Certeiro como sempre!
Quer dizer que três anos atrás a coisa era pior?

Lafayette,
Gostei da ideia.
Vamos ver qual dos dois passeios acontece primeiro: esse ou aquele pelas ruas do Comércio/Cidade Velha...

Barretto,
Você ainda tem essa relíquia?
Ah... então vou levar uma pinhole.


Abraços

Camilla Delduque disse...

Esse posto é o antigo Senta a Pua, que ficou fechado durante um bom tempo após matérias em jornais e TV (na TV cm todas as imagens pssíveis) de jovens fazendo racha e as meninas tirando a roupa. Houve duas denúncias até que a polícia fosse lá e prendesse o "clube do Riquinho".

Bruno_Philósopho disse...

Bom, essa é só para registrar o abuso. Moro na Alferes Costa, praticamente do outro lado do muro do jornal O LIBERAL. Outro dia, com o objetivo de curtir o meu "cafofo" com a namorada a tiracolo, fui comprar um saquinho de pipocas (essas pra microondas mesmo), e ouvi uma reclamação de um senhor que trabalhava naquele posto que fica praticamente na frente do Hangar: "A gente liga para a DEMA e só dá ocupado. Outra noite foi cruel para tirar esse pessoal que vem aqui, bebe e fica escutando música no último volume". Isso prova que, se por um lado o cidadão não faz nada para coibir, do outro o poder público também não faz a sua parte.

E olha que ali sempre tem uma turma fazendo uma festa com a gelada do pessoal da conveniência e uma zoeira danada com os visinhos, muitos que ainda precisam acordar cedo no outro dia para trabalhar. Como, pela forma com que arrebentam os tímpanos dos visinhos com o som e seus fígados com a manguaça, acredito que se trate de um desocupado, bem que a polícia poderia fazer valer a Lei.

Lafayette disse...

Amigos, o dia que vocês me virem num posto, com a mala do carro aberta, som música-tcno-funk-brega-calypso-house-piriguete tocando em alto volume, tomando cerveja, rodeado de marmanjo, ou, cheio de marmanjo em volta, e apenas UMA piriguete, com calça da Gang, top e um pircing no "imbigu" que mais parece aqueles "punhos de bater" que tinha antigamente em porta da Casrão lá na Cidade-Velha...

...me deêm um soco na ponta do queixo, botem pra dormir, e me carreguem dali, PELAMORDEDIOS!!!!

Devo ter ficado doido, e não devo estar no meu normal. Chamem um "médico de cabeça"! PLISI!!!

Jeferson Assis disse...

Esse é só mais um ponto de encontra desses irresponsáveis.

Aqui na 14 de abril com José Malcher, do lado do Universo, por exemplo, a farra dos caras começa na sexta-feira e continua nas noites de sábado e domingo.

Quando venho do culto "santinho da vida", acabo me contaminando com aquelas porcarias..rsrs
Aquilo não é música, é um tormento para os meus ouvidos.

Abraços.

Bruno_Philósopho disse...

Ponha tormento nisso... Meu pai já morou ali perto. O problema é que mesmo chamando polícia e todas as autoridades, o pessoal volta para o mesmo território, igual cachorro: Tem que mijar no poste para demarcar território. A diferença é que o cachorro não faz o barulho que esse pessoal faz, inclusive pros outros.

Belenâmbulo disse...

Camilla,
Acho que me lembro dessas reportagens. Eu nem morava em Belém ainda.

Lafayette,
Essa sua descrição dos tipos que frequentam os postos merece uma postagem à parte. Um verdadeiro fragmento antropológico.

Bruno e Jeferson,
Com as dicas de vocês já temos material para fazer uma coletânea mapeando os locais onde ocorre esse tipo de abuso.
Resta-nos continuar esperneando!

Abraços