Só assim para explicar a proliferação de primeiros lugares no vestibular da UEPA.



Na verdade, a simples leitura das letrinhas miúdas ou uma rápida consulta ao Dr. Google
esclarecem a questão: o Teorema teve o primeiro lugar do Prise; o Universo, do Prosel; e o Physics, de ambos, em Santarém.
Diante de tamanha avidez por alardear tais conquistas, surgem-me algumas inquietações:
Até que ponto o mérito é do cursinho?
Ter o primeiro lugar significa, necessariamente, proporcionar um ensino de boa qualidade?
Qual a real importância da colocação no vestibular para o êxito do futuro profissional?
Você, como pai, deseja mesmo que seu filho seja o primeiro colocado?
Vejo uma geração de jovens estressados na busca por objetivos de validade duvidosa, como se o sucesso na vida dependesse de uma aprovação em determinado curso, de uma certa universidade cinco estrelas, de preferência entre os primeiros colocados no vestibular.
Cara... me dá uma raiva... francamente. Revisitando as barbaridades que registro e publico neste
blog, pergunto-me: onde está esse povo todo na hora de respeitar algumas regras básicas de convivência, de tomar atitudes concretas em benefício do lugar que habitamos, enfim, de mostrar que teve educação?
Também fico revoltado com essa mania de escolher a carreira com base no tal "mercado de trabalho". Ora, pois... eu não sou mercadoria! "Faça o que gosta". Não seria bem mais simples? Mas não... isso exige reflexão e autoconhecimento, tarefas para as quais não se tem mais tempo.
E depois? Bom... depois vamos tentar algum concurso público, né? E tome mais cursinhos preparatórios!
Enquanto isso a vida se esvai: vamos nos concentrando no acessório, e nos esquecemos do essencial.